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IFE: nº 4.509 - 09 de março de 2018
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gesel@gesel.ie.ufrj.br
lEditor:Prof. Nivalde J. de Castro

Índice

Regulação e Reestruturação do Setor
1
MME: Governo pretende alterar regras para compra de energia antes de flexibilizar o ACL
2 Mudança em estudo vai separar os contratos de energia em lastro e energia
3 EPE: discussão sobre quanto da receita de um gerador pode ser assumida pelos bancos como "garantida" para o pagamento do financiamento
4 Thymos Energia e Santander: separação entre lastro e energia deve ser gradual
5 EPE sugere que produtores de energia internalizem suas externalidades
6 Aneel inicia campanhas de fiscalização de usinas em implantação utilizando dados a partir de dezembro
7 Cepal: Organismos internacionais debatem matriz energética e geração renovável da América Latina

Empresas
1 Eletrobras: Rodrigo Maia adia para próxima semana reunião para comissão de privatização
2 Eletrobras: BNDES conclui audiência pública para venda de distribuidoras
3 Alupar: Lucro líquido cai 33,2% no 4º trimestre, para R$ 92,9mi
4 Equatorial Energia: Dona da Cemar e Celpa vê o lucro crescer no 4ºtri de 2017
5 Engie corta orçamento em 15% e prevê antecipar linhas de transmissão, diz diretor financeiro
6 Engie: Elétrica essa semana processo para compra de fatia em hidrelétrica
7 Engie: Empresa tem 12% de energia livre e considera esse nível confortável para 2018
8 Bureal Veritas: Grupo se fortalece em atuação no setor elétrico do Brasil

9 Paradigma: Empresa lança plataforma on demand para leilões de energia

10 CPqD e Grupo Lummiére firmam parceria com foco em eficiência energética

11 Garantia Física da UHE Porto Primavera fica em 886,8 MWmed

12 MME enquadra projeto de transmissão da Eletronorte junto ao Reidi

Leilões
1 Competição mantém pressão sobre preços em leilões de energia no Brasil
2 Safira Energia e Itaú BBA: Queda da taxa de juros é diferencial para o leilão A-4
3 Perfil do investidor no leilão A-4 de abril inclui grandes nacionais e internacionais

Oferta e Demanda de Energia Elétrica
1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil
2 CCEE, ONS e EPE divulgam novo boletim sobre a carga, consumo e geração em 2017

Meio Ambiente
1 CSF vai debater crise hídrica e o Fórum Mundial da Água entre 18 e 23 de março
2 ANA: Regiões brasileiras exigem diferentes formas de integração entre meio ambiente e uso da água
3 São Paulo ganha nova estação de recarga para veículos elétricos abastecida por painéis solares

Energias Renováveis
1 Operação em teste de eólica na Bahia é autorizada
2 Oi começará geração de energia solar em Minas
3 Cemig instalará usina híbrida que une geração solar e hídrica

4 Renováveis serão tema de debate na Comissão Senado do Futuro

5 Comissão analisa projeto que incentiva exploração de energia alternativa em assentamentos

6 Acordo com Drogaria Araujo fomenta GD na AES Tietê

Economia Brasileira
1 IPCA sobe 0,32% em fevereiro e fecha bimestre com a menor taxa desde o Real
2 IBGE: Custo da construção civil tem alta de 0,30% em fevereiro

3 Seguridade Social tem déficit recorde de R$ 292,4 bi em 2017
4 FGV: IGP-M sobe de 0,60% na primeira prévia de março
5 Dólar ontem e hoje

Internacional
1 Bolívia: “Gás natural para a Argentina”

Biblioteca Virtual do SEE
1 EPE. “Síntese 2017: Carga, Mercado e Geração de Energia Elétrica do Sistema Interligado Nacional”. EPE. Brasília, 8 de março de 2018.


Regulação e Reestruturação do Setor

1 MME: Governo pretende alterar regras para compra de energia antes de flexibilizar o ACL

O governo quer alterar a forma de contratação de energia antes de acelerar o processo de abertura do mercado livre. O objetivo é solucionar parte do problema de financiamento de projetos voltados ao mercado livre, reduzindo assim o risco de desabastecimento futuro com a abertura maior desse ambiente de negociação. Para isso, a ideia do MME é implementar em 2021 a separação da contratação de lastro e de energia das usinas, medida que faz parte da proposta de projeto de lei sobre a reforma do marco legal do setor elétrico, encaminhada pela pasta à Casa Civil e que deve ser apresentada ao Congresso nas próximas semanas. Como os bancos exigem contratos de longo prazo de compra de energia como garantia para financiar novos projetos de geração de energia, a expansão do sistema hoje é praticamente financiada pelos consumidores do cativo, que pagam por isso por meio da tarifa de energia. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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2 Mudança em estudo vai separar os contratos de energia em lastro e energia

O governo estuda alterar a forma de contratação de energia, separando os contratos de energia em dois - lastro e energia. Com a mudança, os consumidores do mercado livre também vão ajudar a financiar a expansão da geração. O lastro deverá ser contratado de forma centralizada, por meio de leilões de longo prazo, e o custo será repassado a todos os consumidores (livres e cativos). Já a compra da energia, que é a parte comercial, poderá ser negociada por outro contrato de forma bilateral, sem interferência do governo e sem prazo definido. No mercado cativo, porém, as distribuidoras deverão ter um limite mínimo de contratação comercial de energia (hoje é de 100%). Com isso, o consumidor final do mercado cativo, hoje a salvo do risco da variação do preço de energia no mercado à vista, passará a ter algum risco, embora ainda menor que o consumidor do mercado livre. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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3 EPE: discussão sobre quanto da receita de um gerador pode ser assumida pelos bancos como "garantida" para o pagamento do financiamento

O governo quer alterar a forma de contratação de energia antes de acelerar o processo de abertura do mercado livre. Segundo o presidente da EPE, Luiz Augusto Barroso, "no fundo, o que se está discutindo é o quanto da receita de um gerador pode ser assumida pelos bancos como "garantida" para o pagamento do financiamento". "A proposta é baseada em dar ao gerador um contrato de lastro de longo prazo, obrigando que tanto o consumidor regulado quanto o livre adquiram estes contratos de longo prazo de lastro em leilões. Isso já dá ao gerador garantias de recebimento para parte das suas receitas no longo prazo", afirmou Barroso. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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4 Thymos Energia e Santander: separação entre lastro e energia deve ser gradual

Para João Carlos Mello, presidente da Thymos Energia, a separação de lastro e energia é necessária para a expansão do mercado livre, mas ainda é necessário entender como os agentes financiadores vão lidar com a mudança. "O lastro vai substituir o PPA [sigla em inglês para o contrato de compra de energia], mas a receita dele é menor. O banco vai financiar uma parte menor dos projetos?", questionou Mello. Outro ponto importante é a velocidade em que a mudança será implementada. "A transição para a separação entre lastro e energia não precisa ser um processo lento, mas precisa de uma cautela razoável", disse Giovanni Fernandes, superintendente de project finance do Santander. Para ele, a mudança precisa ser gradual para que o mercado possa criar um modelo viável de contratos em termos de previsibilidade de retornos e de financiamento. A separação de lastro e energia faz parte de nota técnica feita pela EPE e usada para a elaboração da proposta do projeto de lei. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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5 EPE sugere que produtores de energia internalizem suas externalidades

No documento de reforma do SEB, entre várias propostas de caráter técnico, a EPE sugere que a internalização de questões ambientais de cada fonte de energia, principalmente em relação às emissões de gases do efeito estufa. Uma das ideias é criar um mecanismo de certificados de energia limpa. Os consumidores seriam obrigados a comprar uma determinada quantidade desses certificados e os geradores limpos teriam direito a uma quantidade de certificados para vender. Segundo Rafael Ferreira, assessor da presidência da EPE, esse tipo de mecanismo reduz a interferência do governo no processo de disputa entre as fontes de energia. "A internalização via mecanismo de mercado reduz o espaço para interferência do governo, ajudando que todas as fontes limpas compitam em pé de igualdade", disse. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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6 Aneel inicia campanhas de fiscalização de usinas em implantação utilizando dados a partir de dezembro

Com informações do Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração de Energia Elétrica (Rapeel), a Aneel iniciou duas campanhas de fiscalização de usinas em implantação, a partir do monitoramento com base em dados de dezembro do ano passado. Para as expedições, foram selecionadas 76 usinas, as quais totalizam 2.892,76 MW. A fiscalização da agência irá atuar prioritariamente em empreendimentos em obras, com início do suprimento ou obrigação de início da operação comercial anterior a 2018, em 2018 ou em 2019. Já a 6ª campanha acontecerá para usinas com previsão de início de obras em 2018 ou em anos anteriores, seja por marco de início de obras da outorga, seja pela média histórica do tipo de usinas. Ao longo deste mês, as empresas selecionadas serão convocadas a participar da fiscalização e apresentar documentos que demonstrem a viabilidade com o cumprimento da data de suprimento ou início da operação comercial para a 5ª campanha e, no caso da 6ª campanha, a data de início de obras. (Agência CanalEnergia – 08.03.2018)

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7 Cepal: Organismos internacionais debatem matriz energética e geração renovável da América Latina

A Aneel sediou nesta quinta-feira (8/3) reunião da Cepal. O encontro contou com a participação de dirigentes governamentais do setor energético das dez principais economias da América Latina para discutir a adoção de políticas de promoção do uso eficiente de recursos energéticos na região e apresentar os resultados do programa Ecosud (Energy Complementarity and Sustentainable Development). Na abertura da reunião, o diretor da Aneel André Pepitone da Nóbrega falou sobre a matriz energética do Brasil, de característica totalmente renovável. “Temos uma grande quantidade de inciativas que promovem o desenvolvimento das fontes renováveis de energia. Ontem, por exemplo, a geração hidráulica somada às fontes eólica e solar responderam por mais de 85% do atendimento da carga de energia no País”, citou o diretor. “A Aneel está muito entusiasmada com o projeto Ecosud, que irá caminhar e desenvolver as melhores práticas das energias renováveis na América Latina”, completou. O diretor do escritório da Cepal no Brasil, Carlos Mussi, ressaltou que o Brasil é exemplo de alcance do objetivo de uma matriz energética composta por energias renováveis, especialmente com o crescimento da energia solar e eólica. Segundo o chefe da unidade de Recursos Naturais da Cepal, Manlio Coviello, o desenvolvimento das fontes renováveis deve observar não apenas os aspectos ambientais. Em sua apresentação, o especialista em energia do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Juan Roberto Paredes, falou sobre “a rede do futuro”, que associa geração de fontes renováveis com conectividade sistêmica. (Aneel – 08.03.2018)

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Empresas

1 Eletrobras: Rodrigo Maia adia para próxima semana reunião para comissão de privatização

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia [DEM-RJ], convocou para a próxima terça-feira, 13/03, a reunião para instalar a comissão mista que analisará a venda da Eletrobras. O grupo deveria ter sido instalado na última terça-feira, 06/03, mas uma manobra da oposição impediu que fosse adiante. O relator da proposta, deputado José Carlos Aleluia [DEM-BA], já manifestou a intenção de aprovar a matéria na comissão especial o mais rapidamente possível, embora ainda tenha de lidar com a resistência por parte da oposição. No Senado, existe a proposta de formação de uma CPI para debater a privatização da companhia, que deve acontecer no segundo semestre. O PL 9.463/18, autoriza o governo federal a promover a desestatização da empresa a partir da venda de ações em bolsa de valores, diminuindo a participação da União. Porém, o Estado deverá ficar com a chamada golden share, que permite à União poder de veto em decisões consideradas estratégicas. (Agência Brasil Energia – 08.03.2018)

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2 Eletrobras: BNDES conclui audiência pública para venda de distribuidoras

O BNDES concluiu o processo de audiências públicas sobre o leilão das distribuidoras da Eletrobras. Com isso, a venda poderá ocorrer no final de abril, em São Paulo, na sede da B3, a bolsa de valores. Esse é o prazo legal diante das próximas ações previstas para o processo que levará à venda. Entre estas, o encaminhamento ao TCU da minuta do edital e seus anexos para análise prévia à publicação, ação esta que deverá ocorrer em pelo menos 15 dias úteis após a realização da última audiência pública, intervalo mínimo previsto em lei. O BNDES liderou o trabalho executado pelo Consórcio Mais Energia B [PWC, Siglasul e Loeser e Portela Advogados Associados] e pela Ceres Inteligência Financeira, que consistiu na avaliação financeira das empresas e na concepção do modelo de desestatização. No início de novembro o governo publicou as condições para a privatização das distribuidoras da estatal, inclusive o valor de R$ 50 mil cada uma, pela totalidade das ações das distribuidoras, menos uma, que continuará com a Eletrobras. (Agência Canal Energia – 08.03.2018)

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3 Alupar: Lucro líquido cai 33,2% no 4º trimestre, para R$ 92,9mi

A Alupar, holding que atua em geração e transmissão de energia elétrica, registrou lucro líquido de R$ 92,9mi no quarto trimestre de 2017, em queda de 33,2% sobre o lucro líquido de R$ 139,1mi no mesmo trimestre de 2016. As demonstrações financeiras foram divulgadas na noite desta quinta-feira,08/03, no site da CVM. Para o ano de 2017, a companhia registrou lucro líquido de R$ 330,9mi, em alta de 6,5% sobre o lucro líquido de R$ 310,8mi do ano de 2016. A receita líquida ajustada da companhia avançou 4,3% no quarto trimestre de 2017, para R$ 380,2mi, frente aos R$ 364,4 mi do mesmo período de 2016. Para o ano de 2017, a receita líquida foi de R$ 1,49bi, em queda de 1,1% ante o R$ 1,51bi em 2016. O Ebitda do quarto trimestre de 2017 foi de R$ 287,9 mi, em alta de 20,0% ante o Ebitda de R$ 359,8mi do quarto trimestre de 2016. Para o ano de 2017, o Ebitda foi de R$ 1,17bi, em queda de 12,0% ante os R$ 1,32bi em 2016. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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4 Equatorial Energia: Dona da Cemar e Celpa vê o lucro crescer no 4ºtri de 2017

A Equatorial Energia, controladora da Cemar e da Celpa, registrou um lucro líquido de R$ 509mi no quarto trimestre de 2017, 2,5 vezes superior ante o mesmo período de 2016. A receita operacional líquida avançou 16,6% de outubro a dezembro do ano passado, para R$ 2,72bi. O Ebitda subiu 41,5%, para R$ 616mi. O resultado financeiro melhorou 34,9% no quarto trimestre de 2017, finalizando o período com resultado negativo em R$ 35mi, ante R$ 54mi negativos em 2016. A Equatorial destaca, no informe de resultados, que o volume total de energia distribuída atingiu 4.065 GWh, com aumento de 5,7% no mercado da Cemar e de 1,0% na Celpa. O número de consumidores chegou a 5mi ao final do 2017, com alta de 3,2% em Cemar e de 6,2% na Celpa. Em 2017, a Equatorial teve lucro líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 997,3mi, valor 40% acima do ganho de R$ 712,2mi no exercício encerrado em 2016. Em todo o ano passado, a receita de venda de bens e serviços somou R$ 9,07bi, um avanço de 14% ante 2016. O resultado financeiro piorou 31% de 2016 para 2017, ficando negativo em R$ 169,2mi, a partir da redução de 33,7% das receitas financeiras, para R$ 571,95mi. Já as despesas financeiras recuaram 25,3%, para R$ 741,17mi. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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5 Engie corta orçamento em 15% e prevê antecipar linhas de transmissão, diz diretor financeiro

A Engie Brasil Energia, do grupo francês Engie, prevê investir R$1,7bilhão para construir um lote de linhas de transmissão cuja licença foi arrematada pela companhia em um leilão promovido pelo governo brasileiro no ano passado, disse nesta quinta-feira, 08/03, o diretor financeiro da companhia, Carlos Freitas. O orçamento representa um corte de 15% em relação ao investimento previsto pela Aneel para o empreendimento. Em reunião com analistas e investidores em São Paulo, Freitas disse ainda que a empresa espera antecipar em até 12 meses a conclusão das obras, devido ao ritmo avançado no licenciamento ambiental do projeto. (Reuters – 08.03.2018)

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6 Engie: Elétrica essa semana processo para compra de fatia em hidrelétrica

A Engie Brasil iniciará neste ano um processo para comprar uma fatia na hidrelétrica de Jirau detida por sua controladora, a francesa Engie, mas a ideia é que a aquisição não esgote a capacidade financeira da companhia de buscar novos negócios, disse nesta quinta-feira, 08/03, o diretor financeiro da elétrica, Carlos Freitas. Jirau, em Rondônia, soma 3,75 GW em capacidade e é uma das maiores usinas do Brasil. O empreendimento recebeu investimentos de mais de R$ 20bi e a Engie possui uma fatia de 20% do negócio, onde tem como sócias Chesf e Eletrosul, da Eletrobras, e a japonesa Mitsui&Co. O executivo, no entanto, não quis antecipar prazos, valores ou modelagem do negócio envolvendo Jirau. A transação seguirá um modelo utilizado pela Engie em outro ativo de grande porte no país, a hidrelétrica de Estreito; por essa estruturação, a controladora francesa entra no negócio e fecha a venda para a unidade brasileira apenas após a mitigação dos principais riscos do empreendimento. Preço e condições da negociação entre a Engie Brasil Energia e sua controladora serão analisados por um comitê de transações entre partes relacionadas a ser criado, formado por de 3 a 5 integrantes, a maioria deles membros independentes do Conselho de Administração da elétrica. Questionado por analistas sobre a atratividade de Jirau, que enfrentou alguns problemas durante a construção, como um atraso devido a tumultos no canteiro de obras, o executivo defendeu a viabilidade do negócio. (Reuters – 08.03.2018)

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7 Engie: Empresa tem 12% de energia livre e considera esse nível confortável para 2018

A Engie Brasil Energia manterá um nível de descontratação de sua garantia física entre 11% e 12% do total. Esse é um nível considerado confortável pela geradora ante as perspectivas de GSF para este ano. Mesmo com uma possível venda das usinas térmicas do complexo Jorge Lacerda e da Pampa Sul ainda em construção a empresa poderá manter esse nível com possíveis acordos transitórios caso receba a oferta firme de compra da Contour Global pelos ativos. De acordo com o diretor Financeiro empresa, Carlos Freitas, esse nível de descontratação é avaliado anualmente pela companhia que veio elevando esse nível de acordos ao longo de 2017. Segundo ele, esse índice de energia livre deverá se manter mesmo se a companhia receber a proposta firme da Contour Global pelo complexo termelétrico Jorge Lacerda [RS, 857 MW]. Freitas disse que, mesmo com a venda, a Engie deverá fechar acordos com a compradora que prevê uma transição por meio de PPAs classificados por ele como transitórios e assim assegurar lastro para a companhia ao mesmo tempo em que oferece contratos para a possível nova proprietária do ativo enquanto estes iniciam sua estratégia comercial para essa energia. O complexo possui garantia física de 649 MW médios. Aliás, apontou Freitas, a Engie Brasil Energia espera receber em breve a proposta firme para vender as usinas do complexo e a UTE Pampa Sul, em obras e que terá 345 MW de capacidade sendo 323,5 MW médios de garantia física. Atualmente, o preço da energia livre das UHEs de Jaguara e Miranda estão sendo vendidas acima de R$ 200/MWh para o curto prazo. No longo prazo, após 2021 o patamar está em R$ 160/MWh, por não ser influenciado pelo mercado de curto prazo. (Agência CanalEnergia – 08.03.2018)

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8 Bureal Veritas: Grupo se fortalece em atuação no setor elétrico do Brasil

O Bureau Veritas, cresceu em um ano sete vezes no segmento de distribuição de gás e energia no Brasil. A empresa começou suas operações no segmento no início de 2017 e os contratos já ultrapassaram a marca de R$ 100mi. A entrada no mercado faz parte da estratégia de diversificação na atuação da companhia no país, que começou em 2012, e tinha, naquela época um trabalho bastante focado no setor de Óleo & Gás, que representava 50% dos negócios. Em um ano, o segmento já representa 15% dos negócios companhia e já tem contratos assinados com sete das principais concessionárias de serviços públicos do país que juntas atendem mais de 40mi de clientes em 12 estados brasileiros. Para melhor atender esse crescente mercado, o grupo realizou no último ano a contratação de mais de mil novos profissionais entre engenheiros, técnicos, inspetores e corpo administrativo. A companhia também está investindo em infraestrutura com 16 novos escritórios regionais. A multinacional francesa realiza serviços em todas as etapas do ciclo de distribuição das concessionárias, desde a coleta e monitoramento de dados em campo ao gerenciamento da construção dos seus principais ativos, seguindo as regras e normas da Aneel e das próprias concessionárias. Os principais investimentos realizados neste segmento foram o aprimoramento da coleta de dados em campo e cadastramento georeferenciado da rede de distribuição, desenvolvimento de ferramentas customizadas de TI para digitalização dos processos chaves de construção, manutenção e inspeção dos ativos. (Agência Canal Energia – 08.03.2018)

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9 Paradigma: Empresa lança plataforma on demand para leilões de energia

A Paradigma Business Solutions lançou uma plataforma totalmente online e on demand para a contratação dos eventos de leilão de energia. A empresa disponibilizou o ClicBid, como um canal adicional de negociação de energia da plataforma Paradigma WBC Energy, em duas modalidades: Smart e 2Gether. Por meio da plataforma, os clientes podem comprar, vender e realizar Swaps de energia em um sistema amigável e compatível com todas as exigências do mercado. Os agentes possuem total autonomia para realizar toda a operação do leilão na modalidade Smart ou optarem por um acompanhamento da Paradigma na modalidade 2Gether. A empresa também oferece mailing para auxiliar na divulgação do leilão com mais de 2.500 contatos. O produto foi planejado a partir do conceito de Energy Trade 360°, que traz a facilidade na tomada de decisão, com o apoio de soluções que atendem todo o ciclo de negociação e que proporcionam segurança em diferentes modalidades. Entre os benefícios, auxilia na identificação do tipo de fonte energética, prazos dos contratos, proteção a riscos em relação à ocorrência da variação de preços, e custos com a transmissão e entrega da energia. Apenas em 2017, a plataforma Paradigma WBC Energy transacionou 6.504.818 MWh, com um volume negociado equivalente a R$ 1,6bi. (Agência Canal Energia – 08.03.2018)

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10 CPqD e Grupo Lummiére firmam parceria com foco em eficiência energética

O CPqD e o Grupo Lummiére anunciaram uma parceria que irá promover o aumento da eficiência energética nas empresas com o uso de tecnologia para gestão do consumo, redução do uso dos recursos ambientais e desenvolvimento com sustentabilidade. Segundo Assad, a tecnologia do CPqD terá o papel de facilitar a integração e a gestão das soluções oferecidas aos clientes, bem como o monitoramento dos resultados de ações de eficiência energética.A solução CPqD Sustentabilidade, explicou o diretor de Redes Convergentes, Paulo Curado, já está em diversas empresas, de vários segmentos e contribui para a redução de custos, decorrente da renegociação de contratos, da identificação de fraudes, desperdícios e de cobranças de valores indevidos e, ainda, facilita a gestão de campanhas destinadas a promover a diminuição do consumo de recursos como energia e água. (Agência Canal Energia – 08.03.2018)

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11 Garantia Física da UHE Porto Primavera fica em 886,8 MWmed

O MME publicou portaria nesta quarta-feira, 8 de março, redefinindo a garantia física da hidrelétrica de Porto Primavera (SP – 1.540 MW) para 886,8 MW med. A usina é de propriedade da Cesp e é o principal ativo de geração da estatal paulista, que está em processo de privatização. Para efeitos de comercialização de energia elétrica, o consumo interno da usina e as perdas na Rede Elétrica até o centro de gravidade do submercado deverão ser abatidos do montante da garantia definido na portaria. O montante é determinado na Barra de Saída do Gerador. De acordo com o MME, a legislação em vigor permite que esse novo valor seja alterado. (Agência Canal Energia – 08.03.2018)

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12 MME enquadra projeto de transmissão da Eletronorte junto ao Reidi

O MME autorizou na última quarta-feira, 7 de março, o enquadramento ao Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura de um projeto de posse da Eletronorte, relativos a reforços e melhorias em instalações de transmissão de energia elétrica. (Agência Canal Energia – 08.03.2018)

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Leilões

1 Competição mantém pressão sobre preços em leilões de energia no Brasil

Leilões para novos projetos de geração de energia no Brasil devem seguir com uma forte competição neste ano, com uma taxa de juros em queda e uma demanda ainda em lenta recuperação colaborando para manter a pressão baixista sobre os preços de contratação dos empreendimentos. O forte interesse por fontes renováveis de multinacionais do setor, que conseguem captar financiamentos com menores custos no exterior, também deve colaborar para acirrar a competição nos leilões, disseram especialistas à Reuters. A maior economia da América Latina conseguiu fechar em duas licitações no final do ano passado a compra da produção futura de novas usinas por preços até 65 por cento inferiores à receita-teto oferecida aos investidores, em meio a um elevado interesse de elétricas estrangeiras por negócios com energia limpa no país. Neste ano, o chamado leilão “A-4”, marcado para 4 de abril, já recebeu inscrições de 48,7 GW em empreendimentos, o que significa quase 72 vezes o volume movimentado no certame de 2017, em dezembro. Voltada principalmente a usinas eólicas e solares, a licitação é para projetos com entrega em 2022. Um leilão “A-6” também deverá acontecer em 2018, com conclusão das usinas para 2024, mas o mercado não espera que ele movimente muito mais que os 3,8 GW de um certame similar de 2017. (Reuters – 08.03.2018)

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2 Safira Energia e Itaú BBA: Queda da taxa de juros é diferencial para o leilão A-4

“Não há expectativa de ninguém que haja uma mudança significativa na demanda. Do lado da oferta você tem tecnologias, principalmente solar, que continuam evoluindo... e tem condições de financiamento talvez até mais interessantes, a taxa de juros segue em movimento de queda”, afirmou o diretor de Novos Negócios da Safira Energia, Robson Galiano, à Reuters ao comentar o leilão A-4 de Abril. “Isso coloca um pouco mais de pressão em relação ao preço. Em teoria você tem um cenário em que cabe aí uma disputa de preço talvez até um pouco maior que no ano passado”, adicionou. Essa expectativa tem feito com que os investidores se debrucem sobre seus projetos para cortar custos e planejar estratégias para aumentar os ganhos, como a antecipação da conclusão das obras, afirmou o chefe de project finance do Itaú BBA, Marcelo Girão. “Os players estão se preparando para um cenário de competição semelhante ao do final do ano passado”, disse. As usinas eólicas venderam a produção futura nos leilões de dezembro a um preço médio perto dos 100 reais por megawatt-hora, cerca de 65 por cento abaixo do valor-teto, enquanto as solares negociaram a 145 reais, com deságio de 56 por cento — os valores foram os menores já registrados para as fontes no país. Os vencedores dos leilões assinam contratos para vender a produção futura de suas usinas às distribuidoras de energia por entre 20 e 30 anos. (Reuters – 08.03.2018)

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3 Perfil do investidor no leilão A-4 de abril inclui grandes nacionais e internacionais

As principais vencedoras nos leilões realizados pelo Brasil em 2017 foram a italiana Enel, a norte-americana AES, a portuguesa EDP, a espanhola Iberdrola e a norueguesa European Energy. Essas grandes elétricas multinacionais devem continuar predominantes nos leilões deste ano, com espaço para uma presença até maior devido ao ambiente de disputa acirrada, disse Girão, do Itaú BBA, que aposta também num possível avanço de companhias chinesas já com presença no país. Já as grandes estatais brasileiras devem seguir vendo sua participação na expansão cair, como tem acontecido desde 2012, quando um plano do governo federal para reduzir as tarifas de eletricidade cortou a receita de empresas como a Eletrobras, apontou a diretora de negócios em energia da KPMG, Franceli Jodas. “Os grandes players internacionais estão se fortalecendo e expandindo sua atuação no Brasil, e isso é muito bom... eles enxergam no longo prazo”, afirmou. “Como existe uma pressão forte de preços, quem tem capital externo consegue entrar com um equilíbrio melhor no leilão, consegue forçar um pouco os preços mais para baixo. Eles têm investimentos mais pulverizados (por diversos países) então diminui o risco”, acrescentou. (Reuters – 08.03.2018)

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Oferta e Demanda de Energia Elétrica

1 Níveis dos reservatórios pelo Brasil

Os reservatórios do Sudeste/Centro-Oeste tiveram aumento de 0,1% nos níveis em relação ao dia anterior e se encontram com 38,1% da capacidade, segundo dados do ONS relativos a última quarta-feira, 7 de março. A energia armazenada foi para 77.439 MW mês e a energia afluente em 79% da MLT. Furnas trabalha com 27,85% da capacidade e a hidrelétrica Serra da Mesa, com 14,38%. No Nordeste os níveis subiram 0,3% e os reservatórios operam com 28,2% da capacidade. A energia armazenada registra 14.600 MW mês no dia e a energia afluente está em 42% da média de longo termo armazenável acumulada no mês. A usina de Sobradinho se encontra com 23,37% de sua capacidade. Já no submercado Sul os níveis baixaram em 0,6% para 69,7% da capacidade. A energia armazenada no dia baixou para 14.001 MW mês e a energia afluente está em 70% da MLT. A usina de Passo Fundo opera com 65,41% da capacidade. Na região Norte, os níveis sofreram redução de 0,3%, deixando os reservatórios com 61,7% da capacidade. A energia armazenada ficou em 9.288 MW mês e a ENA ficou em 64% da MLT. A hidrelétrica de Tucuruí trabalha com 97,48% da capacidade. (Agência Canal Energia – 08.03.2018)

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2 CCEE, ONS e EPE divulgam novo boletim sobre a carga, consumo e geração em 2017

A CCEE, a EPE e o ONS divulgam nesta quinta-feira (8/3) um estudo inédito sobre o desempenho do setor elétrico. No boletim técnico “Carga, Mercado e Geração de Energia Elétrica do Sistema Interligado Nacional – Síntese 2017”, as instituições evidenciam o comportamento do segmento no ano passado e a relação com a situação econômica do país. O estudo indica que a carga global (ONS), a geração e consumo no ponto de conexão (CCEE) e o consumo na rede (EPE) tiveram um pequeno crescimento em 2017. De acordo com dados da CCEE, a geração e o consumo, por exemplo, cresceram aproximadamente 1,3%. Já a energia gerada para atendimento à carga global do SIN teve crescimento de 1,5% em 2017 e o consumo na rede, 0,8%. Os resultados são explicados tanto pelo baixo desempenho do setor em 2016, quanto pela suave evolução da economia nacional. A percepção é que a conjuntura econômica está progredindo de maneira lenta e gradual com alguns sinais de recuperação, como a queda da inflação, o recuo da taxa de juros, o aumento das importações e o avanço da produção industrial no ano. No entanto, devido aos últimos anos de crise econômica (2015 e 2016), a evolução do consumo apresentada em 2017 recoloca o Brasil apenas no mesmo patamar de 2014. Mesmo assim, é salutar o fato de que a maioria das atividades industriais analisadas apresenta aumento do consumo de energia, mesmo ao desconsiderar a migração de cargas para o mercado livre. Para ler o Boletim na íntegra, clique aqui. (CCEE – 08.03.2018)

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Meio Ambiente

1 CSF vai debater crise hídrica e o Fórum Mundial da Água entre 18 e 23 de março

A Comissão Senado do Futuro (CSF) promoveu nesta quinta-feira (8) uma audiência pública para debater a crise hídrica e o Fórum Mundial da Água, que será realizado em Brasília entre os dias 18 e 23 deste mês. Os debatedores apresentaram sugestões para o uso sustentável da água e destacaram a importância do fórum para as demandas relacionadas ao meio ambiente e aos recursos hídricos. A audiência foi sugerida e coordenada pelo senador Hélio José (Pros-DF), presidente da CSF. Ele disse que o Distrito Federal tem enfrentado nos últimos anos as consequências de uma crise hídrica sem precedentes. Segundo o senador, as autoridades do DF demoraram muito em reconhecer “o crime de não cuidar das nascentes”. O senador registrou que, depois de seis anos de consumo crescente, o racionamento de água levou o cidadão a rever suas rotinas e o consumo caiu no ano passado. “Todos economizaram e a sociedade respondeu ao desafio. Nós precisamos, porém, ter um olhar mais atencioso com nossos mananciais” afirmou o senador. (Agência Senado – 08.03.2018)

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2 ANA: Regiões brasileiras exigem diferentes formas de integração entre meio ambiente e uso da água

De acordo com o coordenador da área de Hidrologia da ANA, Marcos José Melo Neves, o sistema socioambiental é um sistema integrado e as soluções também devem ser integradas. Assim, uma decisão política sobre questões do meio ambiente pode ajudar na conservação da água. Ele lembrou, no entanto, que o Brasil tem dimensão continental e cada região pode exigir um tipo de solução. Especialista em recursos hídricos da Diretoria de Regulação da ANA, Patrick Thomas lembrou que as crises hídricas estão se repetindo no Brasil nos últimos anos. Ele citou como exemplo a crise na região Nordeste ao longo dos últimos seis anos, a crise de São Paulo, entre 2014 e 2015, a crise atual de Brasília. Segundo Thomas, a diminuição da vazão e o racionamento são medidas recorrentes em caso de crise de hídrica e amplamente usadas pelas concessionárias. Na bacia do Rio São Francisco, a adaptação das bombas de captação, colocadas de forma mais profunda, foi o recurso usado para garantir o abastecimento das cidades ribeirinhas. Ele ainda defendeu regras claras e predeterminadas para o caso de racionamento e a construção de mais reservatórios — como forma de garantir o abastecimento da população. A ANA comentou durante a audiência pública promovida pela CSF para debater a crise hídrica e o Fórum Mundial da Água. (Agência Senado – 08.03.2018)

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3 São Paulo ganha nova estação de recarga para veículos elétricos abastecida por painéis solares

A NeoSolar Energia e a Schneider anunciaram uma parceria com a multinacional Thesan para oferecer aos paulistanos um eletroposto de recarga destinado a veículos elétricos. O novo posto foi instalado na concessionária Elektra Motors, empresa que trabalha com produtos 100% elétricos e sustentáveis e é a distribuidora dos veículos Tesla no Brasil, e foi idealizado por meio de uma parceria entre as marcas e a concessionária, que possui agências em São Paulo e Miami. Desenvolvida e instalada pela NeoSolar Energia, a estação de recarga utiliza um carregador EVLINK da Schneider Electric e é 100% abastecida através de painéis solares instalados em um Carport – estacionamento para autos – da Thesan. “Incentivamos todas as iniciativas que fomentem o mercado de veículos elétricos e energia solar, a fim de apoiar e colaborar com as questões da mobilidade urbana e do meio ambiente”, ressaltou o sócio-diretor da NeoSolar Energia, Raphael Pintão. “Utilizar o espaço disponível em estacionamentos para gerar energia solar e abastecer veículos elétricos é uma forma inteligente e criativa de aproveitar o espaço, gerando economia de energia e fomentando a utilização de veículos elétricos”, acrescentou o Country Manager Brasil da Thesan, Raffaele Tognacca. A estação de recarga é destinada aos clientes da Elektra Motors e fica na Avenida Europa, 615 – Jd. Europa, sem custo algum, durante o horário de funcionamento da concessionária, que é de segunda a sexta, das 9h às 19h e aos sábados, das 10h às 14h. (Agência Canal Energia – 08.03.2018)

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Energias Renováveis

1 Operação em teste de eólica na Bahia é autorizada

A Aneel aprovou para operação em teste as unidades UG1 a UG5, de 2.500 kW cada, num total de 12.500 kW de capacidade da usina de geração eólica denominada EOL Assuruá III, a partir de 8 de março, segundo publicação do Diário Oficial da União na mesma data da liberação. O empreendimento, de posse do Parque Eólico Assuruá III, está localizado em Gentio do Ouro, na Bahia. (Agência Canal Energia – 08.03.2018)

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2 Oi começará geração de energia solar em Minas

A Oi apresentou projeto que permitirá a geração de energia solar a partir de fazendas solares nos municípios de Janaúba e Capitão Enéas, no Norte de Minas Gerais, a partir de novembro de 2018. Segundo a Oi, trata-se de parte do projeto de melhora da eficiência energética, e que também faz parte do plano estratégico de diversificar a matriz de consumo utilizando fontes renováveis com menor custo, complementando a aquisição de energia no mercado. Assim, a companhia espera que a geração fotovoltaica “compense” as contas de suas unidades de consumo, injetando na rede de distribuidora local o volume energético para cerca de 3 mil unidades da tele em Minas Gerais, entre prédios, estações e outros imóveis. O investimento da Oi visa não apenas gerar energia limpa, mas também reduzir custos. A empresa avaliou que o Estado de Minas Gerais apresenta condições de irradiação solar “muito favoráveis”, enquanto conta com “alto custo de tarifa”. De qualquer forma, a empresa estuda ampliar as soluções de GD para outros estados. (Ambiente Energia – 09.03.2018)

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3 Cemig instalará usina híbrida que une geração solar e hídrica

A Cemig anunciou que instalará usina de geração híbrida de fonte hídrica e solar, em conjunto com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). O projeto de P&D, no valor de R$ 24,4 milhões, vai permitir o estudo da conexão de duas fontes de energia diferentes no SIN e promover de forma sustentável o desenvolvimento econômico e social da região onde será inserido. O convênio foi assinado, nesta quinta-feira (8/3) pelo governador Fernando Pimentel, a Cemig e o MAB. Para realização do projeto, serão instaladas células fotovoltaicas com potência total de 1,2 MWp no espelho d’água do reservatório da PCH Santa Marta, localizada em Grão Mogol, no Norte de Minas, região que possui o melhor potencial de geração de energia solar do estado. A PCH possui 1 MW de potência de geração hídrica, e o seu reservatório tem uma área de 0,72 km2. Com a instalação planta piloto fotovoltaica flutuante, a usina híbrida passará a uma potência total de 2,2 MW no momento de maior radiação solar do dia. Essa energia será utilizada para abastecer 1.250 famílias de 21 municípios do semiárido mineiro, localizadas próximas ao reservatório. A instalação das células fotovoltaicas e a supervisão, controle e automação da conexão das fontes de energia ficarão sob responsabilidade da PUC Minas e das subsidiárias da Cemig, Axxiom Soluções Tecnológicas e Efficientia. (Agência Brasil Energia – 08.03.2018)

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4 Renováveis serão tema de debate na Comissão Senado do Futuro

A Comissão Senado do Futuro (CSF) reúne-se na segunda-feira (12), a partir das 18h, para debater o cenário e as perspectivas de uso de energias renováveis no país. A discussão faz parte do ciclo de debates intitulado "2022: O Brasil que Queremos", que tem como objetivo discutir medidas para o desenvolvimento social, tecnológico e econômico do país. Para debater o tema, foram convidados José Roberto Simões Moreira, professor da USP; Carlos Alexandre Príncipe Pires, coordenador-geral de Eficiência Energética do MME; Surya Mendonça, presidente da Empresa Brasileira de Energia Solar; Cristiano Trein, tecnologista da Agência Espacial Brasileira; e Rafael Shayani, professor da UnB. (Agência Senado – 09.03.2018)

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5 Comissão analisa projeto que incentiva exploração de energia alternativa em assentamentos

Os assentados da reforma agrária poderão contar com autorização do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para exploração do potencial de energia eólica ou solar existente no imóvel, assegurada a participação nos resultados. É o que prevê o PLS 384/2016, cujo substitutivo será analisado em caráter terminativo pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) na terça-feira (13). De autoria do senador José Agripino (DEM-RN), o projeto também assegura indenização por danos e prejuízos causados em decorrência de obras e empreendimentos de interesse público em áreas de projetos de assentamento. O relator, o senador Cidinho Santos (PR-MT), manifestou-se favoravelmente ao projeto. Ele aproveitou substitutivo apresentado no ano passado pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT). A proposta já foi aprovada na Comissão de Meio Ambiente (CMA). Se aprovado na comissão e não houver recurso ao Plenário, o projeto seguirá direto para análise da Câmara dos Deputados. (Agência Senado – 09.03.2018)

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6 Acordo com Drogaria Araujo fomenta GD na AES Tietê

Os investimentos da AES Tietê em geração solar distribuída resultaram em seu primeiro grande contrato do tipo, fechado com a rede de farmácias mineira Drogaria Araujo. Por meio da construção de uma planta solar de 5 MW na divisa com SP, a companhia vai gerar energia para abastecer as 145 lojas da rede de farmácias. Esse é o primeiro projeto de maior porte de GD da companhia, que planeja crescer e liderar esse segmento de geração no país, disse o seu presidente, Ítalo Freitas. A AES Tietê não informou o valor do investimento, mas Freitas destacou que o grande diferencial do projeto da companhia foi o custo menor que o do mercado. A planta ficará ao lado da hidrelétrica de Água Vermelha, no rio Grande, divisa entre Minas Gerais e São Paulo. Lá, a AES Tietê vai iniciar em breve as obras da usina solar Água Vermelha, de 90 MWp, contratada no leilão A-4 de dezembro. Também ficará na mesma região o complexo solar Boa Hora, de 91 MWp, que já está em construção. Por meio dessas fazendas solares de maior porte, a companhia espera conseguir alcançar a liderança no segmento, que ainda é muito iniciante e pulverizado no país. A fazenda solar é da AES Tietê, que vai fazer o "aluguel" da energia gerada ao cliente. O investimento também é da companhia de energia. Para a rede de farmácias, o objetivo do negócio é reduzir os custos com energia. "Por sermos a primeira no modelo drugstore, com lojas com metragem acima de 400 m2 , o dobro da média do setor e a maior variedade de produtos inclusive de itens refrigerados e congelados, precisamos pensar em estratégias para economia de energia", disse Modesto Araujo Neto, presidente da Drogaria Araújo. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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Economia Brasileira

1 IPCA sobe 0,32% em fevereiro e fecha bimestre com a menor taxa desde o Real

O IPCA subiu 0,32% em fevereiro, após alta de 0,29% em janeiro, informou nesta sexta-feira o IBGE. Trata-se da menor alta do indicador para o mês de fevereiro desde 2000 (0,13%). Um ano antes, o índice tinha avançado 0,33%. O indicador oficial de inflação do país ficou em linha com a média das projeções de 26 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data, de 0,32% no mês. O intervalo dessas estimativas foi de 0,26% a 0,39%. Nos 12 meses até fevereiro, o IPCA aumentou 2,84%, a menor taxa para o período desde 1999, apontou o IBGE. Nos dois primeiros meses do ano, o índice acumula alta de 0,61%, o menor para o período desde a implementação do Plano Real, em 1994. O resultado mantém a inflação oficial acumulada em 12 meses abaixo do piso da meta de inflação deste ano, de 3% — o centro da meta é de 4,5%, com margem de 1,5 ponto percentual, para mais ou para menos. O IPCA apura a inflação para as famílias com rendimento de um a 40 salários mínimos. São abrangidas dez regiões metropolitanas do país, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande e de Brasília. O índice começou a ser calculado em 1980. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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2 IBGE: Custo da construção civil tem alta de 0,30% em fevereiro

O índice da construção civil do IBGE subiu 0,30% em fevereiro, após alta de 0,33% um mês antes. Nos 12 meses até fevereiro, o índice acumulou aumento de 3,82%. No primeiro bimestre de 2018, houve elevação de 0,57%. No segundo mês do ano, o custo nacional da construção por metro quadrado foi de R$ 1.072,87 em fevereiro, sendo R$ 550,66 relativos aos materiais e R$ 522,21 à mão de obra. Em janeiro, o custo nacional totalizava R$ 1.069,61. Os custos regionais, por metro quadrado, foram de R$ 1.068,69 no Norte; R$ 999,04 no Nordeste; R$ 1.119,40 no Sudeste; R$ 1.110,72 no Sul e R$ 1.085,08 no Centro-Oeste. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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3 Seguridade Social tem déficit recorde de R$ 292,4 bi em 2017

A Seguridade Social registrou déficit de R$ 292,4 bi em 2017, equivalente a 4,4% do PIB. O valor representa um avanço nominal de 13% em relação a um ano antes, quando as despesas superaram as receitas em R$ 258,7 bi (em valores correntes), ou 4,1% do PIB. Segundo o secretário do Orçamento Federal (SOF) do MPOG, George Soares, os dados mostram que a despesa é o maior problema nos números. O déficit é decorrente de receitas de R$ 657,9 bi (avanço nominal de 7,3% em relação a 2016) e despesas de R$ 950,3 bi (crescimento de 9% na mesma comparação). De acordo com o MPOG, o resultado negativo de 2017 é recorde tanto em valores brutos como em percentual do PIB. O secretário afirmou que esse déficit tem se ampliado de forma significativa nos últimos anos ao passar de 1,6% do PIB em 2006 para os 4,4% registrados no ano passado. A Seguridade Social representa um conjunto de ações destinadas à saúde, previdência social e assistência social. “No Brasil, pela Constituição, Seguridade Social não é só previdência – como ocorre em outros países”, afirma o secretário. A maior despesa é com os benefícios do Regime Geral da Previdência Social (RGPS). Os gastos totais da Seguridade Social representam 14,4% do PIB, enquanto esses benefícios respondem por 8,5 pontos percentuais do total. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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4 FGV: IGP-M sobe de 0,60% na primeira prévia de março

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) mostrou inflação de 0,60%na primeira leitura de março, acima da taxa apurada um mês antes, de 0,16%, conforme levantamento da FGV. Com peso de 60% no IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,83% na parcial de março, vindo de alta de 0,05% em igual intervalo do mês anterior. Representando 30% do indicador geral, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,17% no primeiro decêndio de março, ante 0,40% no mês anterior. Com os 10% restantes, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentou elevação de 0,23%, no início de março, ante incremento de 0,25% um mês antes. (Valor Econômico – 09.03.2018)

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5 Dólar ontem e hoje

O dólar comercial fechou o pregão do dia 08 sendo negociado a R$3,2613, com variação de +0,38% em relação ao início do dia. Hoje (09) começou sendo negociado a R$3,2618 - com variação de +0,02% em relação ao fechamento do dia útil anterior - e segue uma tendência de baixa, sendo negociado às 11h15 no valor de R$3,2405, variando -0,65% em relação ao início do dia. (Valor Econômico - 08.03.2018 e 09.03.2018)

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Internacional

1 Bolívia: “Gás natural para a Argentina”

A agência de notícias da Reuters publicou um extenso texto sobre o fornecimento de gás natural na Argentina. Avançando, como outras fontes, que o governo argentino está considerando a substituição do GNL no exterior pelo gás natural da Bolívia. O mercado argentino é fornecido com produção doméstica mais importações de GNL [18%] por via marítima e por gasoduto do Chile e Bolívia [22%]. A Argentina está concentrando seus esforços para aumentar a sua produção de gás natural com gás de xisto, localizado na área de Vaca Muerta, província de Neuquén, onde perfurou cerca de 2.000 poços e recentemente produziu volumes significativos. A autossuficiência argentina ainda irá aproveitar o tempo e milhares de poços adicionais. Por isso, a Argentina continuará importando gás indefinidamente. Diante dessa realidade, a Argentina pensaria em concordar com as modificações necessárias ao contrato atual com a YPFB, em 2019, proporcionando-lhe a flexibilidade para que, nos meses de inverno, também possa importar gás que substitua a importação de GNL por gás boliviano. Essa data parece apropriada para YPFB e Enarsa. Em meados de 2019, além de contemplar o volume adicional para a Argentina, a Bolívia negociar um ou mais contratos de vendas de gás para o Brasil. Com as reservas que teríamos deixado depois de cumprir o contrato atual com a Argentina, a Bolívia pode contemplar fornecer esse país com mais 20 MMm3/d no inverno para substituir o GNL. Também no próximo ano, o gasoduto do nordeste argentino GNEA deve estar pronto e pronto para entrar em operação. (Bolívia – Pagina Siete – 09.03.2018)

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Biblioteca Virtual do SEE

1 EPE. “Síntese 2017: Carga, Mercado e Geração de Energia Elétrica do Sistema Interligado Nacional”. EPE. Brasília, 8 de março de 2018.

Para ler o texto na íntegra, clique aqui.

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Equipe de Pesquisa UFRJ
Editor: Prof. Nivalde J. de Castro (nivalde@ufrj.br)
Subeditor: Fabiano Lacombe
Pesquisador: Rubens Rosental
Assistentes de pesquisa: João Pedro Santos, Kennedy Gomes, Lucas Morais, Paulo César do Nascimento, Sérgio Silva.

As notícias divulgadas no IFE não refletem necessariamente os pontos da UFRJ. As informações que apresentam como fonte UFRJ são de responsabilidade da equipe de pesquisa sobre o Setor Elétrico, vinculada ao NUCA do Instituto de Economia da UFRJ.

Para contato: ifes@race.nuca.ie.ufrj.br

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